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14 de jul. de 2011


Não acredite no príncipe sobre o cavalo branco que lhe oferece ursinhos, caixas de chocolate, buquês de rosas vermelhas, cartões dourados e outros mimos. Não acredite em jantares exorbitantes com um time de lagostas sapateando sobre o prato ou naquele champagne gelado. Não acredite em escapadas de avião e fim de semana no hotel paradisíaco. Não acredite na lua de mel em hotéis multiestrelados na Europa. Não acredite, ainda, em chaves do carro 0km. ou do apartamento novo dentro de uma caixa vermelha em formato de coração. Assim é fácil. Moleza.
 Quero ver ser namorado em tempos de pobreza e carteira vazia. O namoro entre empregos. O namoro dos estudantes que vivem de mesada. O namoro naquele “eterno” fim de mês. O namoro com o cheque especial estourado. O namoro da pindaíba é a verdadeira prova de amor. Porque se, como diz o poeta, só existem provas de amor, não há maior prova do que aquele presente comprado com os últimos tostões raspados da carteira. O convite para o churrasquinho de rua com cerveja em garrafa.. O cineminha no meio da semana pra pagar meia-entrada. O bombom e não a caixa de bombom. A rosa solitária na mão do namorado que te espera na porta do trabalho e depois te leva pra casa no último ônibus da madrugada. O dia dos namorados sem recursos...
 Você só pode dizer que o amor vinga depois que ele sai de uma dessas.

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